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08 Jul 20

Marketing Omnicanal – parte 1: as 3 tendências

Marketing Omnicanal – parte 1: as 3 tendências

Cada vez mais os consumidores demonstram ter maior mobilidade e serem  agnósticos em relação aos canais offline e online. Na prática, movimentam-se de um canal para outro – de online para offline e vice-versa – e aguardam uma experiência contínua e sólida sem diferenças visíveis. No entanto, nem sempre estes canais estão organizados para permitir uma transição suave entre eles.

É necessário que a maneira como os marketeers abordam os canais de venda, se adapte a esta nova realidade.

Na era digital, o trajeto que o consumidor faz nem sempre é direto, fazendo por vezes um percurso em espiral com vários pontos de contacto, até chegar à compra.

Os marketeers devem acompanhar o consumidor durante o percurso através dos canais físicos e online, assim como permitir ao consumidor realizar a comprar em qualquer canal. Isto designa-se por Marketing omnicanal – a prática que integra múltiplos canais para oferecer uma experiência de consumidor contínua e consistente.

Uma sondagem da International Data Corporation revelou que os compradores omnicanal têm normalmente um valor de tempo de vida 30% mais alto do que o dos compradores de canal único. Isto demonstra que os compradores têm um compromisso maior quando têm opção, e quando podem comprar um produto no momento exato em que desejam.

As tendências mostram que o marketing omnicanal está a desenvolver-se a um ritmo acelerado, devido às novas tecnologias.

Tendência 1: Comércio móvel na economia “agora”

Os consumidores escolhem marcas que providenciam a conveniência de acesso e de transação, que oferecem soluções instantâneas. A rapidez de entrega é agora tão importante quanto os produtos e serviços.

Os telemóveis são os responsáveis pela mudança de comportamento, pois são os instrumentos que estão mais próximos dos consumidores, sendo também o canal mais pessoal e conveniente.

Outro instrumento que pode impulsionar esta tendência são os wearables, dispositivos tecnológicos incorporados como acessórios, que há semelhança dos telemóveis, estão sempre ligados aos consumidores e podem também ajudar os marketeers a recolher dados sobre padrões do percurso do consumidor.

Tendência 2: Levar o webrooming para os canais offline

As tecnologias de sensores, como a identificação de campo próximo, e a identificação por radiofrequência fornecem soluções para levar o webrooming para as lojas físicas.

Os sensores podem comunicar com os smartphones dos clientes usando tecnologia bluetooth, criando conexões máquina-máquina, quando estão próximos. Isto permite aos retalhistas saber onde estão os clientes dentro da loja, quais as secções mais visitadas e quanto tempo aí passam.

Esta tecnologia permite também aos retalhistas recolher dados comportamentais dos consumidores, podendo assim personalizar a oferta e aumentar a probabilidade de compra.

A utilização da conectividade máquina-máquina leva a simplicidade e iminência da experiência webrooming para a experiência das compras offline. Permite que os canais offline atraiam os consumidores com conteúdos digitais do seu interesse, de modo a facilitar as decisões de compra, como pormenores do produto e críticas de outros clientes.

Tendencia 3: Levar o showrooming para os canais online

Na era digital, os consumidores podem comprar produtos e serviços de uma forma imediata e sem esforço, assim como ter acesso a uma oferta alargada de conteúdos para facilitar a decisão.

No entanto, as compras online não permitem a mesma relação próxima que o ato de fazer compras offline. As compras offline implicam o uso dos 5 sentidos para experimentar os produtos e serviços antes do compromisso de compra, assim como, uma relação humano-humano só possível nos canais offline.

A Tesco, na Coreia do Sul, é um bom exemplo desta abordagem. A empresa cria lojas virtuais em locais públicos como as estações de comboio. Os consumidores podem efetuar compras nos smartphones enquanto esperam pelo comboio, apenas digitalizando os produtos desejados. Os produtos serão depois enviados pela Tesco até casa dos consumidores.

Esta abordagem showrooming possibilita que os consumidores comprem produtos em espaços físicos, explorem os seus sentidos e tenham conexões humano-humano, levando o melhor das experiências offline para os canais online.

Em aplicações recentes, o showrooming e o webrooming dependem de dispositivos móveis como telemóveis e wearables, como principais interfaces para a experiência do consumidor, pois estes são a ponte entre o mundo online e o offline.

É por estas razões que importa compreender as tendências de comércio móvel, o webrooming e o showrooming, permitem integrar os canais de venda e comunicação das marcas para oferecerem uma experiência omnicanal holística.

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